quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Texto autocentrado, com pretensões de heteroreflexão!

Olá a todos!

Ponderei muito sobre partilhar este tema ou não. Porque este tema sou eu. No entanto, quando a informação que temos pode ser uma linha orientadora para convidar à reflexão, porque não? Somos feitos de limites e de barreiras, bem necessários e construtivos, mas importa que, dentro desses traços haja espaço para respeito, partilha, liberdade e amor. Tentarei escrever com esta máxima em mente porque tento viver assim desde que me lembro de ser gente (e a minha memória tem dias bons, como alguns de vocês saberão!).

Recentemente, fui obrigada a ausentar-me do trabalho clínico, durante mais de dois meses. Desde há  (bem...) mais de uma década que não me lembro de isto ocorrer. Mesmo durante o último ano de faculdade, já tinha iniciado consultas, acompanhadas, como uma estagiária bem-comportadinha, mas sempre com muito empenho. Desde aí até ao dia de hoje, que tenho muita dificuldade em pausar o trabalho. Como é que se pausa o acompanhamento a pessoas que nos entregam um pedacinho de si mesmas e o deixam a marinar dentro da nossa preocupação e afectos? Claramente, escapou-se-me isto durante o curso. Sou de

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber.

Olá a todos!

Então consta por aí que procuramos ser felizes. Que é o epítome dos nossos desejos. De preferência sem grande esforço. Más notícias... A dura verdade é que, se desejamos uma vida plena, saudável, equilibrada e feliz, vamos ter de investir nuns quantos objectivos. Salvaguardo que o conceito de felicidade, amplamente estudado e atafulhado em teorias fundamentais sobre como atingir o nirvana no mesmo, é muito volátil. Não apenas no tempo, oscila mais do que um mar revolto, mas também no que significa para cada um de nós. Tenhamos isso em conta, respeitemo-nos e não vamos regredir na história, fazendo dieta para cabermos em rótulos, magrinhos e pobres de espírito. Cada um saberá investir no que o faz feliz. E ainda bem!

Existe aqui um ponto que não podemos descurar. A felicidade não depende do que nos acontece mas  sim da forma como a percepcionamos. Por mais que torça o nariz ao ler esta afirmação, supondo que, num ou noutro momento, não será assim, eu garanto que o é e que este texto vai provar isso mesmo. Mais ainda,  estou tão confiante que iremos concordar em absoluto sobre este tema, que deixo prometido o seguinte: brevemente, partilharei também algumas estratégias que permitam estruturar o nosso dia de uma forma produtivamente feliz, incluindo estrategicamente actividades que nos tragam bem-estar e percepções positivas!

Há dias estava a fazer uma coisa que me faz feliz, que é desenvolver mais a empatia, através do estudo de casos cinematograficamente expostos (que é como quem arranja uma desculpa profissional para ver séries) e deparei-me com a seguinte situação:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sexo? Sim, muito e com saúde, por favor!

Olá a todos!

Em Dia Mundial da Saúde Sexual, é bom ponderar se estamos a investir, saudavelmente, em todos os aspectos da nossa vida. A sexualidade engloba diversos objectivos e finalidades, valências, desejos, formas e feitios, modalidades e experiências e, não obstante, culmina em ser um acto de prazer.

Em destaque, é um comportamento associado à autodescoberta, ao eroticismo, ao vínculo, à reprodução, à intimidade, ao lazer, ao desejo de sentir e de ser física e emocionalmente estimulado. Importa manter uma sexualidade com saúde, respeito, aceitação, curiosidade, protecção, divertimento e a gosto!

Assim, em jeito de aprender sempre mais e melhor e mantendo activo o desejo de saber e de praticar, aqui fica um video sobre uma das etapas do bem-estar sexual, o orgasmo: 





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quero viver num parque de ratos

Olá a todos!

Foram vocês que pediram mais um vídeo recomendado? Aqui fica um sobre dependência, sobre vínculo, sobre como sermos felizes.

Este vídeo, para o qual, lamentavelmente, não encontro legendas em português, é uma pequena apresentação de uma visão distinta sobre a adicção. Habitualmente, a dependência é vista como uma doença que necessita de tratamento e que contamina as relações. Mas e se, na realidade, o inverso tiver uma influência significativa?



Eu explico. Aqui vemos como a ligação entre os seres humanos é saudável e desejada, elucida algumas das formas em que se manifesta e quais as consequências delas.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Há uma altura em que podemos dizer nunca e sempre

Olá a todos!

Estamos numa altura do ano que, geralmente, é muito dura para quem já viu partir pessoas que ama. A luminosidade diminui, o ar está sempre molhado, a alma fica um pouco mais pesada. Novembro irrompe de imediato ao dia 1, como uma chapada intensa bem no centro da nossa realidade. Sejamos ou não religiosos, existe um ritual que, inevitavelmente, assistimos repetido pelas ruas, através do qual somos remetidos para a perda. 


Podemos gerir esta dor do luto de forma construtiva? Sim, nós perdemos, porque ganhamos.

Então vejamos como. 

Nick Cave, a propósito da esmagadora perda do filho, refere que o tempo é elástico. Afirma que conseguimos afastar-nos do evento mas que, a dada altura, o elástico irá rebentar e trazer-nos sempre de volta ao mesmo. Concordo em absoluto com esta perspectiva. É isto que se sente.

Quando morre alguém que amamos,

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Anda a mim, empatia

Olá a todos!

Quero partilhar um curto video que recomendo, frequentemente, em consulta. É de uma autora cujo trabalho aprecio bastante, Brené Brown, que aborda temas muito relevantes para nos sentirmos bem connosco próprios e para saber ter relações com saúde e qualidade, tais como a vulnerabilidade, a culpa ou, neste caso, a empatia.


Quem me conhece, sabe que a empatia é um tema muito querido para mim. Acredito que a chave de ouro de bons relacionamentos e do crescimento

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Venha de lá essa saúde mental!

Olá a todos!

Saúde mental é a pedra basilar do bem-estar. Sem saúde mental não há saúde física de boa qualidade e, claro está que a saúde física afecta a saúde mental. Em todas as esferas. Em todos os elementos que nos são próximos. É um conceito tão relevante, de tão grande influência e tão significativo que a urgência é prevenir, para que o cuidar seja mais eficiente. Podemos ver aqui o ponto em estamos nesta eterna preocupação:


Confesso que partilhar esta notícia no Facebook serviu-me como um

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Prosseguir com cautela: pode levar a ouvir os outros.

OUVIR. Esse enorme verbo que quase todos queremos que façam por nós, que quase ninguém atenta no seu significado e que poucos usamos com verdadeiro empenho. 

Hoje em dia falta ouvir. Falta prestar atenção ao que o outro diz. Falta parar (mesmo) e escutar atentamente o que a pessoa à nossa frente nos quer transmitir, contar, passar, ensinar... Ouvir sem atropelar porque não concordamos, porque nos ocorreu outra história parecida, porque julgamos e temos de o manifestar, porque nos lembramos de algo e esquecemo-nos se não contarmos imediatamente... Se estivéssemos mesmo a prestar atenção ao que está a ser dito não nos ocorriam tantos motivos para interromper. Quando nos preparamos para falar a seguir ao outro e estamos, ansiosamente, à espera que o outro respire para termos uma brecha para começarmos a falar: não estamos a ouvir uma única palavra....

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vou ali comprar 2 quilos de felicidade

Então parece que estamos na Primavera! Tempo em que nos chove em cima enquanto cheira à nostalgia dos tempos quentes. Esta fase deixa as pessoas confortavelmente molengas, em simultâneo com uma agitação típica de quem quer começar a aproveitar a vida, a sério. No fundo, sou suspeita, gosto das estações todas e sou um bocado como o António Variações. Quando está calor, apetecem-me os casacos e o frio no nariz e quando está frio só gostava de me esparramar ao sol. No entanto, esta altura tem um ponto perfeito, que junta o melhor dos dois mundos...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O que fez de positivo hoje?

No início do ano, que é aquela altura em que o pessoal se anima com novas motivações, resoluções e decisões, tive um momento em consulta que passo a partilhar. A sessão já estava a decorrer há uns minutos quando a pessoa em questão decide mostrar-me o que tinha comprado momentos antes de entrar. Eis que surge em cima da secretária um bloco e uma caneta, novinhos em folha, como manda a tradição do início dos novos anos. Seria até habitual, para a pessoa em questão, adquirir novo material de desenho, uma vez que essa é uma actividade que lhe é muito característica. No entanto, este bloco tinha outro destino, como verifiquei pela apresentação do mesmo: